Filmes: 5 filmes pra quem ama viajar

Viajar é uma coisa maravilhosa, né?

Eu amo conhecer lugares novos, culturas diferentes, pessoas novas e criar memórias em cada lugar que eu passo.

Infelizmente, não consigo viajar o tanto que eu gostaria, mas algumas séries, alguns livros e filmes me levam pra outros lugares e eu fiz uma listinha com 5 filmes  pra quem, assim como eu, ama viajar.

5 FILMES PRA QUEM AMA VIAJAR

Na Estrada | On the Road

O filme do diretor brasileiro Walter Salles é a versão cinematográfica do livro de mesmo nome de Jack Kerouac que conta a história de Sal Paradise (Sam Riley), um jovem aspirante escritor que perde o pai e conhece Dean Moriarty (Garrett Hedlund), um ex presidiário que vive a seu modo e juntos, os dois pegam a estrada para rodar os Estados Unidos. A jovem esposa de Dean, Marylou, junta-se a eles e o tio segue vivendo feliz sua liberdade sem regras pelas estradas americanas.

As paisagens são lindas, as atuações são muito boas e ter a direção de um brasileiro, deixa o filme mais especial.

Vicky Cristina Barcelona

Acho que esse é o meu filme preferido do Woody Allen, eu meio que passei a ter um outro olhar para os filmes dele depois de tantas coisas polêmicas que li sobre o autor, mas isso é um outro assunto.

Vicky (Rebecca Hall) e Cristina (Scarlett Johansson) são duas amigas que possuem opiniões diferentes sobre a vida e sobre o amor e fazem uma viagem a Barcelona para longas férias de 3 meses na cidade, onde conhecem o pintor Juan Antonio (Javier Bardem), que logo faz uma proposta inusitada as duas.

Os três acabam passando um fim de semana juntos e, no meio disso tudo, ainda surge a ex namorada de Juan, María Elena (Penélope Cruz), que ainda nutre um sentimento forte pelo rapaz e os 4 acabam vivendo momentos intensos juntos.

A fotografia do filme é muito linda e nos leva a diversos lugares da linda Barcelona e traz um roteiro com toques de humor e bastante intensidade.

Thelma e  Louise | Thelma and Louise

Esse clássico é um dos meus filmes queridinhos e também não podia faltar por aqui!

Cansadas de suas vidas entediantes, Thelma (Geena Davis), uma dona de casa e  Louise Sawyer (Susan Sarandon), uma garçonete na meia idade, decidem largar tudo e pegar a estrada para uma longa viagem. Estava tudo indo bem e de forma divertida, ate que as duas se envolvem em um crime e decidem fugir para o México e passam a ser perseguidas pela polícia.

As paisagens por onde as duas amigas passam são lindas e dá vontade de repetir o trajeto. A história em si é ótima, mostrando a busca de liberdade e empoderamento de duas mulheres há quase 27 anos atrás.

Livre | Wild

Cheryl Strayed (Reese Witherspoon) é uma mulher que esta passando por momentos pesados com um recente divórcio e a perda da mãe. Ela resolve então partir para uma longa viagem sozinha pela Costa do Oceano Pacífico em busca de autoconhecimento e novos ares. Ela passa por varias dificuldades em seu percurso, principalmente e infelizmente por ser mulher.

Baseado na autobiografia de Cheryl Strayed, o filme tem uma fotografia incrível mostrando toda a beleza por onde passa a protagonista, além de uma trilha sonora muito linda e a Reese Witherspoon está maravilhosa no papel. E também podemos fazer uma leve associação com o filme “Na Natureza Selvagem”, pelo contato direto com a natureza de uma forma tão pessoal.

Eat, Pray, Love | Comer, Rezar, Amar

Talvez esse seja o filme mais clichê da minha lista, mas não poderia ficar de fora.

Assim como em “Livre”, o filme fala sobre a vida de uma mulher que está em busca de autoconhecimento mas, diferente de Cheryl, Liz Gilbert (Julia Roberts) tem uma vida bem estável, com tudo o que desejava, mas se viu inquieta e perdida e decide, então, de divorciar e partir em busca de se entender. Passando por 3 países, ela conhece culturas diferentes e formas de encontrar seu equilíbrio e viver um amor verdadeiro.

A lista que eu fiz é pequena, pois há muitos títulos sobre o tema. Talvez eu faça uma parte II, então me contem nos comentários quais são os filmes sobre viagens ou com foco em outros países que vocês mais gostam para eu incluir nos próximos posts.

Uma coisa que me deixou muito feliz é ter a quase todos os filmes protagonizados por mulheres! GRW PWR! <3

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Trilha Sonora: Donnie Darko

Donnie Darko é um dos meus filmes preferidos e, hoje em dia, ele é considerado cult, mas continua sendo um enigma para praticamente todo mundo.

Esses dias, na Páscoa (bem temático) assisti ao filme de Richard Kelly pela 3ª vez, se não me engano, e me lembrei do quanto eu amo a trilha sonora do filme. A produção é de 2001, mas a história acontece e 1988 (melhor ano da vida!), então a trilha é recheada de músicas maravilhosas da década de 80, de bandas icônicas da época, como Tears For Fears, Echo & the Bunnymen, Duran Duran e outras mais.

Como eu ando ouvindo músicas dos aos 80 praticamente todos os dias, acho que ainda reflexo do show do Depeche Mode, eu não paro de ouvir essa trilha e resolvi dividir um pouquinho desse amor com você, trazendo as principais faixas.

 

The Killing Moon – Echo & The Bunnymen

Echo & The Bunnymen é uma banda inglesa do finalzinho dos anos 70 e que estourou nos anos 80 com suas músicas em estilo New Wave bem pra baixo, bem pós-punk. Em Donnie Darko, a música The Killing Moon está presente logo nas cenas inicias, já dando o ar do clima do filme. A música também está no livro sobre o filme, que leva o mesmo nome e é da editora Dark Side.

Head Over Heels – Tears For Fears

Eu simplesmente adoro Tears For Fears e sonho em ir a um show deles e não gente, ainda não estou na casa dos 40 anos rsrsr! É aquela banda da qual você sabe todas as músicas sem perceber, sabe? O grupo britânico surgiu no comecinho dos anos 80 e traduz um pouco da essência da época. A música que aparece em Donnie Darko é Head Over Heels, nas primeiras cenas onde mostram o colégio de Donnie, mostrando como era o universo dos estudantes da história.

Notorious – Duran Duran

Duran Duran também é uma banda inglesa símbolo dos anos 80. Os caras estouraram na época com uma mistura de estilos e até no meio da moda eles fizeram sucesso. Em Donnie Darko, a música Notorious é o tema da apresentação do grupo de dança do colégio de Donnie e é a faixa mais alegre do presente no filme.

Love Will Tear Us Apart – Joy Division

Joy Division foi uma banda inglesa de pós-punk do final da década de 70 que teve um final trágico em 1980. Suas músicas eram bem depressivas, principalmente o seu maior sucesso, Love Will Tears Us Apart, que aparece na festa de Halloween que acontece durante o filme.

Under The Milky Way – The Church

Atualmente, The Church é uma banda australiana de rock progressivo, mas que fez muito sucesso nos anos 80 com o estilo new wave, febre daquele momento. Under The Milky Way é a música que toca após a primeira relação amorosa de Donnie e Gretchen.

Mad World – Gary Jules

Mad World também é uma música do Tears For Fears, mas ganhou uma nova interpretação por Gary Jules e aparece nas cenas finais do filme, bem naquele momento em que estamos com a cabeça completamente confusa com tudo o que acabamos de ver. É uma ótima música para o desfecho, se é que houve desfecho, da história.

Stay – Oingo Boingo

Única banda americana da lista, Oingo Boingo teve seu auge nos anos 80 e hoje não existe mais, mas com certeza, todo mundo deve lembrar de Stay. A música tem um tom engraçado e divertido e nos remete a infância. Ela foi cortada do filme pelo diretor, mas está na trilha sonora original.

Never Tear Us Apart – INXS

INXS foi uma banda Australiana que adicionou vários clássicos na década de 80 e Never Tears Us Apart faz parte do álbum de maior sucesso do grupo, Kick. A música também foi cortada do filme, mas está na trilha sonora original e tem tudo a ver com ele.

Criei também uma playlist lá no nosso perfil no Spotify, onde vocês podem ir direto para as músicas do filme. É só apertar o play!

E aí? Gostaram da trilha sonora de Donnie Darko? Acho que vocês repararam que eu amo muito as músicas e sou suspeita pra falar mais alguma coisa, então vou aproveitar e ouvir mais uma vez.

Contem pra mim nos comentários quais outras trilhas sonoras vocês curtem e gostariam de ver por aqui. Vou adorar transformar esse tema em post recorrente no blog.

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Filmes: 3 Filmes Sobre Música Que Você Precisa Assistir

Música e filme formam uma combinação perfeita! Então selecionei três filmes que seguem praticamente a mesma linha e são sobre criação de música, não chegam as ser um musical e por isso acredito que todo mundo que ainda não viu irá gostar bastante.

Letra e Música

O filme Letra e Música é uma comédia romântica que trás um pouco do pop dos anos 80. Fala sobre Alex Fletcher (Hugh Grant), um músico e compositor que já passou pelo auge da fama e agora está totalmente esquecido pelos fãs e sem muitas expectativas na carreira.

Alex acaba conhecendo Sophie Fisher (Drew Barrymore) que inusitadamente o ajuda a compor um novo single para uma cantora famosa. Durante todo esse processo de criação os dois acabam se envolvendo e se apaixonando.

A trilha sonora do filme é bem empolgante, compostas por Adam Schlesinger com muito pop no estilo de Duran Duran e outros artistas famosos dos anos 80 e 90!

Begin Again – Mesmo se Nada der Certo

Um filme apaixonante pela música e fotografia, ele explora vários cantos de New York para gravar as músicas de Gretta James (Keira Knightley), uma jovem e independente compositora muito talentosa.

Gretta que sempre esteve ao lado de seu namorado Dave Kohl (Adam Levine), um músico talentoso e que está ingressando em uma carreira promissora, é surpreendida por uma música composta por Dave para terminar com ela. Um dia, Gretta está cantando despretensiosamente em um bar e um executivo de gravadora, Dan Mulligan (Mark Ruffalo) fica fascinado com seu talento e logo se interessa em gravar um álbum com uma proposta totalmente diferente.

Eles gravam as músicas de Gretta por toda New York, em pontos turísticos e contam com uma equipe incrível para produzir essa demo. Dan e Gretta acabam se tornando bons amigos e fazendo sucesso vendendo as músicas na internet por apenas 1 dólar.

A trilha sonora é muito gostosa de ouvir e conta com um grande sucesso de Adam Levine, a música Lost Stars, que é uma das músicas centrais da trama.

Sing Street

Um filme super nostálgico que também trás muito dos anos 80, das roupas e música. Foi dirigido por John Carney, que também é responsável pelo filme citado à cima, Mesmo se Nada der Certo.

A história se passa no Reino Unido, durante os anos 80, e conta a jornada de um estudante adolescente  que quer muito impressionar uma garota e para isso cria uma banda “fake” que acaba dando super certo. Para conquistar Raphina (Lucy Boynton), uma modelo que mora em frente à escola, Conor (Ferdia Walsh-Peelo), inventa estar trabalhando com um clipe de sua banda e que precisa dela como modelo.

Raphina acaba topando participar das filmagens e ainda da assessoria no estilo da banda, com roupas e maquiagens descoladas. Cosmo vai se transformando ao longo do filme, ficando mais rebelde e apaixonado, se jogando de cabeça nesse amor.

Trilha sonora maravilhosa! Com muito do estilo das bandas The Cure e A-Ha é um filme que com certeza precisa ser visto, perincipalmente pelos amantes da cultura pop.

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Séries e Filmes #novembro

Novembro foi um mês com muitas séries e filmes bons! Alguns começamos a assistir e ainda não terminamos, outras devoramos em poucos dias, então confira aqui no post tudo o que assistimos de séries e filmes.

Stranger Things – 2ª Temporada 

Uma das séries mais aguardadas do ano chegou com tudo na sua segunda temporada, dando continuidade ao mistério que rola na cidade de Hawkins. Stranger Things conseguiu manter aquele suspense da primeira temporada, mas com um pouco mais de humor, uma trilha sonora impecável e agora com alguns personagens novos.

A segunda temporada revela o que aconteceu de fato com Eleven depois do incidente da escola e também nos mostra como Will ficou após passar todo aquele trauma no Upside Down. Contamos também com alguns personagens novos, Kali uma “irmã” de laboratório de El que também possui poderes sobrenaturais, Max que é uma menina nova na cidade e ótima nos games, seu meio irmão Billy, um cara bem rock’n’roll mas no estilo valentão, provocando e desafiando todo mundo, por último temos o Bob, namorado de Joyce e que acaba fazendo um papel de herói.

O nosso quarteto favorito continua se metendo em missões super perigosas para proteger a cidade das terríveis criaturas do mundo invertido, para isso eles contam com a ajuda de Steve, que continua com seu taco de basebol personalizado para enfrentar essas feras. Nancy e Jonathan fazem uma gravação comprometedora de uma conversa com o Dr. Owens  e levam a fita para um jornalista divulgar e assim denunciar as atividades realizadas no laboratório em Hawkins.

Já deu para perceber que a segunda temporada está super agitada, com muitas novidades e ainda com mistério sobre as atividades do laboratório da cidade e sobre Eleven. Agora é segurar a ansiedade para ver a terceira temporada!!!

Mindhunter – 1ª Temporada

Baseado no livro de mesmo nome, Mindhunter mostra a origem do perfil dos serial killers, lá na década de 70, contando a história do negociador do FBI, Holden Ford, um jovem que possui uma forte curiosidade sobre os fatores psicológicos que levaram os criminosos a cometerem seus atos hediondos. Com isso, Ford acaba indo trabalhar no setor de Ciência Comportamental, junto ao experiente Bill Tench, que viaja o país ensinando outras autoridades a caçarem assassinos.

Depois de se estranharem e de alguma resistência do FBI, a dupla acaba se engajando em um estudo para traçar o perfil dos criminosos, avaliando casos terríveis e ficando cara a cara com perigosos e perturbados assassinos, incluíndo torturadores e estupradores, para entrevistas detalhadas sobre cada caso e sobre as motivações dos seus atos.

A série é um mergulho na mente humana, nos seus mistérios e complexidade, fazendo a gente refletir um pouco sobre nós mesmos, entender alguns traumas do passado e ver como cada indivíduo responde de uma forma diferente a essas situações da vida, podendo se tornar uma pessoa normal ou um psicopata.

The Sinner – 1ª Temporada 

Uma série baseada no livro de Petra Hammesfahr, conta com a atriz Jessica Biel no papel principal como Cora, uma mãe de família perturbada pelo seu passado e Bill Pullman como o investigador Ambrose, que quer entender e ajudar Cora.

A história começa com um assassinato na praia, a luz do dia e na frente de todos que estavam ali presentes. Cora, uma mãe tradicional, que está curtindo o dia junto com sua família, acaba surtando ao ouvir uma música que um casal apaixonado coloca em volume alto, ela acaba cometendo o assassinato e é presa em flagrante.

Como o crime não faz o menor sentido, o investigador Ambrose não consegue dar por encerrado o assassinato, então ele tenta juntar as peças da memória confusa de Cora e descobrir o que a motivou a cometer esse crime.

A série é legal, mas tem alguns pontos que não fazem muito sentido, como porque abrir uma investigação de um crime já resolvido? O investigador faz uns comentários bem sem noção e a série simplesmente termina de forma conclusiva para Cora, podendo não haver uma segunda temporada, ou trabalhar em uma segunda parte focada na história do investigador, que é mostrada de forma superficial, mas deixando a entender que há mistérios envolvidos.

Alias Grace

Adaptação do romance homônimo da grande escritora Margaret Atwood, escritora também de The Handmaid’s Tale, a minisérie original da Netflix nos mostra a história de Grace Marks (Sarah Gadon), uma jovem imigrante irlandesa, que chega ao Canadá no começo do século XIX e precisa trabalhar como criada para sobreviver. A moça, porém, é condenada a prisão perpétua pelo duplo assassinato de Nancy Montgomery (Anna Paquin) e Thomas Kinnear (Paul Gross), mas perde a memória e não consegue se lembrar dos fatos que acabaram por condená-la.

Dezesseis anos após sua condenação, Grace passa a ter consultas com o psicanalista Simon Jordan (Edward Holcrof), que precisa avaliar as lembranças da moça e seu comportamento para desenvolver um relatório a fim de atestar sua insanidade e a livrar da prisão perpétua, já que a sociedade não acredita 100% em sua culpa. Através das sessões com o médico, conseguimos acompanhar alguns flashbacks de momentos distintos da vida de Grace, com destaque para 3 situações, incluíndo o assassinato e, assim, vamos criando uma interpretação dos fatos, mas jamais uma certeza, pois as coisas passam a ser bastante dúbias.

Grace passou por diversas humilhações e abusos por parte de diferentes homens e, com isso, foi aprendendo a lidar com eles e obter o controle das situações, o que também lhe dá o controle das narrativas na série e nos mostra o quanto as mulheres eram tratadas de um jeito diferente dos homens pela sociedade. Margaret Atwood sempre utiliza de críticas sociais em suas obras, principalmente relacionadas às mulheres, assim como podemos ver em The Handmaid’s Tale e traz bastante reflexão sobre o assunto, que percorre séculos e séculos.

A ambientação da série, a fotografia e os figurinos são lindos e nos ajudam a acompanhar com mais precisão os fatos históricos. Quem gosta de Downtown Abbey e, claro, de The Handmaid’s Tale também pode vir a se interessar por Alias Grace, que é escrita e dirigida por Sarah Polley e Mary Haron.

Thor: Ragnarok

O terceiro filme do Rei do Trovão tem várias conexões com Dr. Estranho e Os Vingadores. Thor (Chris Hemsworth) parte em busca de reunir as Jóias do Infinito para que elas não caiam em mãos erradas e está do outro lado do universo enquanto acredita que seu pai, Odin (Anthony Hopkins), está comandando Asgard e ele precisa voltar logo para seu mundo para evitar os desastres de Ragnarok. Ao retornar ele se depara com seu pai agindo de forma absolutamente estranha e logo percebe que o trono foi usurpado por Loki (Tom Hiddleston) e os dois partem em busca do verdadeiro Odin. Enquanto isso, diversos fatores trazem de volta Hela (Cate Blanchett), a deusa da morte e irmã mais velha de Thor, que está em busca do trono que acredita ser seu, por direito, revelando ações do passado e agindo de forma cruel com o povo.

Com toda essa situação, Thor e Loki se veem obrigados a agir juntos mais uma vez e acabam parando no universo de Sakaar, comandado pelo Grão-Mestre (Jeff Goldblum), viciado em jogos e que transforma seu mundo em uma verdadeira arena. Thor é preso como combatente e precisa lutar contra o vencedor e favorito do Grão-Mestre, que acaba descobrindo que é o seu velho amigo verde, Hulk (Mark Ruffalo). Após resolver as coisas em Sakaar, Thor parte para Asgard contando com a ajuda de seus velhos e novos amigos, para acabar com a ira da poderosa Hela.

No geral o filme é muito bom (principalmente porque o Thor está sem peruca), mas tenta se fixar muito na comédia, que já vem surgindo nas produções da Marvel há algum tempo, o que acaba deixando o roteiro um pouco fraco. Além disso, alguns personagens acabam perdendo sua essência, como Hela, que poderia ter aparecido muito mais, já que Cate fez um trabalho maravilhoso e Hulk, que é mostrado como um herói bobo, também quando está na pele de Banner. Ainda assim, é um excelente filme que traz mais conexões com o universo da Marvel.

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Halloween: Minhas bruxas preferidas do cinema

O Halloween está chegando e eu sempre amei muito a data e todas as comemorações que a envolvem. Além da festa americana com as fantasias, abóboras e etc, essa época tem base nas festas pagãs celtas, pelas quais eu sempre me interessei muito.

Para celebrar o Dia das Bruxas nós fizemos alguns posts especiais, porque realmente gostamos muito dessa época e eu vou começar falando sobre alguns filmes dentro do assunto que trouxeram para o cinema bruxas como personagens fortes e relevantes:

Sara, Nancy, Bonnie e Rochelle – Jovens Bruxas

Já falei sobre Jovens Bruxas em um outro post, então da pra notar que eu adoro mesmo, né? Ele realmente marcou minha adolescência e de muitas outras pessoas, tenho certeza! E esse grupo de amigas era meu sonho na época!

O filme é um longa de 1996 e conta a história de Sara (Robin Tunney), uma jovem adolescente que precisa mudar de cidade e, consequentemente, de escola, onde ela conhece outras 3 garotas, Nancy (Fairuza Balk), Bonnie (Neve Campbell) e Rochelle (Rachel True), das quais ela se aproxima e faz amizade. As garotas tem interesse pela magia e se aprofundam no assunto, assim, Sara descobre que tem uma espécie de magia natural em si. Juntas, elas formam um Coven (grupo de bruxos e bruxas), onde invocam os elementos e praticam a doutrina da magia. Tudo corre bem entre elas, até que decidem se envolver com magia pesada, o que faz com que conseigam várias coisas que desejam, porém, com consequências terríveis.

Ao notar que as coisas estavam saindo do controle, Sara decide se afastar das meninas, causando um forte desequilíbrio em suas vidas e no Coven e todas precisam passar por fortes momentos de tensão para tentar ajeitar as coisas.

O filme é uma ficção baseada na cultura da Wicca e traz bastante referências a esse mundo, com algumas adaptações. Também aborda dilemas da vida dos adolescentes como relacionamentos, aceitação e preconceito. Uma das coisas que mais gosto em Jovens Bruxas, além da história, é a forma como as meninas se vestiam na época (anos 90 <3).

Morgana e Viviene – As Brumas de Avalon

Apesar de narrar a história do Rei Arthur, nesse filme, os acontecimentos são relatados sob a perspectiva feminista e empoderada de Morgana e de outras sacerdotisas de Avalon, um lugar místico e secreto, onde surgiu a religião da Deusa. A história acontece em meio a guerra religiosa em Camelot, que tinha como objetivo unir cristãos e pagãos ou, caso contrário, eliminar ambos e, com isso, Avalon corria um sério risco de desaparecer.

No início, acompanhamos uma Morgana ainda criança, vivendo com sua mãe, Igraine (Caroline Goodall), que ainda era uma seguidora da antiga religião e praticava magia secretamente, enquanto seu pai, Gorlois (Clive Russell), lutava contra os saxões. As tias de Morgana também tem forte presença na história, Morgause (Joan Allen) é admiradora da magia e de Avalon, mas acabou não desenvolvendo tantos conhecimentos e prática no assunto e Viviane (Anjelica Huston) é a grã sacerdotisa de Avalon, que possui fortes poderes e muda o rumo das coisas quando prevê que o rei logo morrerá e que sua irmã, Igraine precisará gerar um novo líder, mas não com o marido e sim com um homem que possua o símbolo do dragão e seja seguidor da religião da Deusa. Apesar de ser contra, a mãe de Morgana acaba aceitando o seu destino em meio a manipulação da irmã, que alterou a linhagem para o surgimento de um rei que unisse tanto pagãos quanto cristãos e, assim, salvasse Avalon. Viviane pretende também transformar a sobrinha em sua sucessora e todos os seus atos impulsivos acabam gerando consequências na vida de todos, inclusive de Morgana.

O filme é de 2001 e foi desenvolvido especialmente para a televisão. Ele é baseado no livro de Marion Zimmer Bradley, que leva o mesmo nome, porém não é uma adaptação fiel, o roteiro foi bastante modificado e isso gerou muitas críticas negativas para o longa, mas eu gosto muito, por ser um filme medieval, pela história, que traz ao conhecimento das pessoas a religião da Deusa e pelas atrizes, que arrasam nas interpretações. As Brumas de Avalon não é necessariamente um filme de Halloween, mas acaba indo além disso, pois retrata acontecimentos anteriores que fizeram surgir a celebração.

Sally e Gillian Owens – Da Magia à Sedução

Esse também é um dos meus filmes preferidos dos anos 90 e um dos primeiros que me fez ter contato com o que é a prática da magia, me fazendo também me interessar pelo assunto e tudo isso de uma forma suave, engraçada e bonita, já que ele é uma comédia romântica baseada no romance de mesmo nome de Alice Hoffman, além de contar com um elenco maravilhoso.

O longa conta a história das irmãs Sally (Sandra Bullock) e Gillian (Nicole Kidman) Owens, duas jovens que são bruxas por tradição da família, mas que tem dificuldades de praticar magia nos tempos modernos e que precisam enfrentar uma maldição: todos os homens pelos quais elas se apaixonam ou tentam se relacionar, simplesmente morrem. A maldição foi lançada no passado, por Maria Owens, uma bruxa que foi exilada e condenada à execução, mas ainda tinha esperanças de que seu amor fosse resgatá-la, como isso não aconteceu, ela jogou o feitiço em si mesma, o que causou sua morte e fez com que todas as suas descendentes carregassem a maldição.

Após a morte dos pais, Sally e Gillian foram viver com as tias, que as ajudaram nas práticas de magia. Sally tenta levar uma vida mais normal e lança em si, um feitiço do amor verdadeiro para que possa se proteger e Gillian, mais impulsiva, decide se apaixonar. As irmãs fazem um juramento e seguem com suas vidas, Sally fica a cidade, se casa e constitui família, tendo duas filhas, mas a maldição acaba levando seu marido e Gillian vai para a Califórnia, onde inicia um relacionamento abusivo e acaba voltando para junto da irmã, mas seu namorado a persegue e ameaça a vida de ambas que, com isso, acabam cometendo um crime e usam magia para tentar consertar as coisas, mas acabam criando um perigo ainda maior. E então, surge Gary (Aidan Quinn), um policial que vem investigar o caso e que nota que as irmãs são pessoas diferentes e logo se encanta por Sally, que também acaba se apaixonando por ele. Gary é ferido e afastado, mas não chega a morrer e Sally entende que era ele a pessoa de seu feitiço do amor verdadeiro.

Para salvar a irmã, Sally recruta as mulheres da cidade que a ajudam a reverter a magia que fizeram antes e as colocaram em perigo e, com isso, formam uma espécie de Coven e quebram a maldição da família.

Elvira – Elvira a Rainha das Trevas

O filme de 88 já é mais do que um clássico e transformou Elvira em um ícone da Cultura Pop.

Elvira (Cassandra Peterson) não é uma bruxa comum, na verdade ela é uma apresentadora de um programa alternativo e de baixo orçamento sobre filmes de terror que descobre que herdou uma mansão e sua tia-avó, Morgana. Ela pensa em vender a velha mansão e se mudar para Las Vegas para se tornar uma estrela, mas acaba descobrindo fatos que podem mudar o rumo de tudo e uma outra herança, um livro de receitas que, na verdade, é um livro de feitiços que seu tio, Vicent Talbolt, quer roubar a qualquer custo.

Elvira é uma mulher linda, sedutora e independente, que usa roupas extravagantes, faz o que quer e é muito feliz, obrigada, mas ao ir para a pequena, tradicional e entediante cidade de Fallwell para receber sua herança, causa espanto em todos que não estão acostumados com o diferente e particular jeito da moça e a querem fora dali. Ao contrario dos cidadão mais conservadores da cidade, alguns jovens que não querem ser como seus pais, veem em Elvira uma chance de mudança e passam a idolatra-la e inicia-se um caos que acaba condenando a moça a fogueira, fazendo uma forte referência a inquisição.

Eu gosto muito da personagem, pela personalidade forte e por ela se manter quem é do início ao fim, independente da opinião e da reação das pessoas e o filme em si é muito interessante, apesar de objetificar a mulher para o espectador [o que fica ainda mais obvio nas cenas da dança e da quebra das correntes com os seios]. Ele traz reflexões plausíveis sobre o diferente e, principalmente, sobre as mulheres, que são e sempre foram, criticadas por usarem algum tipo de roupa que a sociedade julga ousada e por agirem de acordo com suas próprias vontades.

Talvez minha lista tenha sido meio surreal, rsrs, mas essas são as minhas bruxas preferidas do cinema. E vocês, também gostam de filmes que trazem bruxas como personagens principais? Qual é o preferido? Me contem nos comentários.

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Séries e Filmes do mês #setembro

Aqui contamos um pouco sobre as séries e filmes que vimos durante o mês de setembro!

The Mist (O Nevoeiro) – 1 ª Temporada

Uma série original da Netflix inspirada na obra de Stephen King, traz muito suspense e terror que vão conquistar os amantes desse gênero! Ainda não da para afirmar se a série será um sucesso, mas a primeira temporada nos deixou com vontade de quero mais.

A história se passa na cidade de Bridgton, no Maine, na qual uma densa névoa toma conta de toda a cidade e com ela, coisas estranhas começam a acontecer, as pessoas começam a ser mortas por animais, monstros e seres macabros que estão presentes nessa névoa. Alguns grupos de pessoas conseguem se proteger em lugares fechados como igreja e shopping, porém elas começam a surtar sem entender o que está acontecendo, precisam enfrentar seus “demônios” internos e a falta de suprimentos.

A série lembra bastante Under the Dome, que foi outra série baseada em uma história diferente de Stephen King e que foi cancelada, por não agradar muito ao público com sua adaptação. Esperamos muito que isso não aconteça e que The Mist consiga ser mais fiel a história original.

Para quem curte um suspense com mortes bem assustadoras nós super recomendamos essa série!

Orphan Black – 1ª, 2ª e 3ª Temporada

Orphan Black eu comecei a assistir faz um tempo, mas acabei deixando acumular para escrever aqui, então vou falar um pouco das três primeiras temporadas, já que ainda estou terminando a terceira. A série é produzida pela Temple Street Productions, em associação com a BBC America e o canal Space e recentemente a Netflix adquiriu os direitos de exibição.

Sarah Manning ( Tatiana Maslany ), uma garota órfã, encontra em uma estacão de metrô uma mulher igualzinha a ela, e que acaba cometendo suicídio bem na sua frente. Sarah, intrigada pela semelhança entre elas, decide assumir a identidade dessa mulher e se passa então pela detetive Elizabeth Childs. Conforme ela vive a vida da detetive Beth, acaba descobrindo que exitem mais mulheres com a mesma aparência que ela, suas irmãs clones.

Porém há uma diferença genética entre elas, apenas Sarah conseguiu engravidar e ter uma filha, Kira (Skyler Wexler), a qual acaba sendo perseguida pela organização responsável pelos clones. Sarah se une a suas irmãs para conseguir escapar dessa organização e proteger sua filha.

Quando menos se espera, todas as irmãs são surpreendidas pela existência de mais um grupo de clones, mas dessa vez masculinos e de outro projeto secreto, realizado pelo exercito. Uma das irmãs de Sarah é sequestrada pelo exercito e agora elas correm contra o tempo para tentar resgata-la e acabam descobrindo mais sobre o passado.

Orphan Black é uma série intrigante e muito bem executada, créditos para a atriz Tatiana Maslany que interpreta todos os clones femininos, ela consegue deixar cada uma delas com uma personalidade totalmente diferente e ainda fazer o mais difícil, um clone se passando por outro, então é um trabalho de atuação incrível.

La La Land

Um filme musical de 2016, ganhador de vários prêmios, estrelado por  Ryan Gosling e Emma Stone, dirigido e escrito por Damien Chazelle. A história se passa em Los Angeles e gira em torno de Sebastian (Ryan Gosling), um pianista de jazz e Mia (Emma Stone) uma atriz em ascensão que está buscando crescer em sua profissão.

Os dois, apesar de serem muito bons no que fazem, não tem muita sorte na vida profissional e isso acabou os unindo. Ambos se apoiam e se incentivam a ir atrás dos sonhos, porém o problema financeiro falou mais alto e obrigou Sebastian a topar um trabalho de pianista em uma banda de pop, o que tomou todo o seu tempo.

Mia se manteve atrás dos seus sonhos e montou sua própria peça de teatro, porém no dia da inauguração de sua peça, não havia quase ninguém e Sebastian não conseguiu comparecer por causa da banda. Isso foi a gota d’água para o relacionamento dos dois que acabaram se separando. Com a separação Sebastian percebe que estava no caminho errado e volta a se dedicar ao que ama, o Jazz, Mia é chamada para um entrevista por uma produtora que esteve em sua peça e gostou de sua atuação e roteiro.

Os dois se encontram novamente 5 anos depois, Sebastian conseguiu abrir seu club de Jazz e Mia se tornou uma grande atriz, casada e com um filho. Ao se reencontrarem por acaso, a história dos dois repassa de uma forma diferente em que tudo poderia ter dado certo para eles ficarem juntos e realizarem seus sonhos, porém a realidade é outra, eles sorriem um para o outro e seguem suas vidas.

O musical é realmente lindo, envolve muitas cores, sapateado, ritmos diferentes o que deixa o filme cativante. É uma obra de arte completa, recebeu 14 indicações ao Oscar e recebeu 6 prêmios, além de outras premiação.

Death Note (Filme)

O anime Death Note foi adaptado para filme e lançado pela Netflix recentemente, ele é um terror/suspense dirigido por  Adam Wingard e elenco composto por Nat Wolff, Keith Stanfield, Margaret Qualley, Shea Whigham, Paul Nakauchi e Willem Dafoe.

O filme conta a historia de um estudante,  Light Turner, que encontra um livro místico, chamado “Livro da Morte”, em que a pessoa portadora do livro pode escrever o nome de quem quer tirar a vida e escolher a forma como isso irá acontecer. Ao abrir o livro, o deus da morte, Ryuk, aparece para Light e mostra como funciona, fazendo com que o estudante elimine sua primeira vítima, um colega da escola que adora atormentar a vida dos outros.

Light não gosta da ideia de tirar a vida das pessoas, mas junto com sua nova namorada, Mia Sutton uma líder de torcida da escola, eles decidem acabar com a vida de criminosos, assim estariam fazendo um “bem para o mundo”. Com tantas mortes de criminosos causadas pelo livro, Light e sua namorada decidem criar um nome, Kira, assim eles tentam despistar os policiais, deixando a entender as mortes são obras de uma organização.

Um detetive especial, chamado L, acaba ajudando a policia a tentar encontrar essa tal organização, porém L descobre que é Light quem está por trás de tudo e começa uma perseguição. No meio dessa confusão Mia tenta ficar com o livro e escreve o nome de Light para caso ele não deixe ela ficar com ele, porém Light é mais esperto e consegue virar o jogo e se safar de Mia e do detetive L, continuando a ser o portador do “livro da morte”.

A adaptação possui muitos pontos semelhantes com o anime, mas fica bem longe de toda a obra original e tudo o que ela representa. É uma espécie típica de filme adolescente americano mas, ainda assim, consegue passar uma ideia geral da história.

The Founder (Fome de Poder)

Um filme de John Lee Hancock que apresenta o conceituado ator Michael Keaton como o protagonista Ray Kroc, “fundador” da rede americana de fast food Mc Donald’s e conta a história do surgimento e ascensão da empresa dos irmãos Richard e Maurice McDonald.

Ray Krock era um homem de negócios um pouco frustrado que, na época, vendia máquinas de milkshakes e descobriu uma lanchonete na cidade de San Bernadino, com um método de funcionamento ágil, através de uma linha de montagem que tornava todo o preparo rápido, além de dispensar os garçons  e as embalagens. Logo ficou impressionado e super interessado na ideia e no público que a lanchonete atraía, formado por famílias, que pareciam estar super satisfeitas e contentes com o serviço, com isso, Krock quis fazer parte do negócio.

Ray conseguiu convencer os dois irmãos a aceitá-lo como sócio, com o argumento de que a lanchonete deveria estar presente em toda a extensão dos Estados Unidos e passar a ser um símbolo do país. Richard e Maurice aceitaram, com a condição de que o serviço devia manter o seu formato e novas ideias só seriam aderias se aprovadas por eles. Franquias foram abertas por diversas cidades e as propostas eram coordenadas por ele que, aos poucos, passou a apresentar a ideia como de sua autoria e os irmãos começaram a se ver cada vez mais fora do projeto que criaram.

As franquias passaram a fazer tanto sucesso, que Ray expandiu o formato e começou a incrementar as lojas com novos conceitos, desagradando cada vez mais os donos da lanchonete. Vendo o crescimento rápido dos negócios, Harry J. Sonneborn, que viria a ser o primeiro presidente e chefe executivo da rede, aconselhou Ray a focar na parte imobiliária e de licenciamento da marca, o que foi acatado e se transformou na criação da Mc Donald’s Corporation, deixando os irmãos Mc Donald’s sem escolha, a não ser vender a marca para Ray. Eles também foram obrigados a deixar de usar o nome de seu próprio restaurante (seu próprio sobrenome) e declararam falência pouco tempo depois de Ray abrir um Mc Donald’s bem em frente a sua lanchonete .Ele também simplesmente deixou os irmãos Mc Donald’s de escanteio, se declarando fundador da marca.

A história se mostra bastante triste ao expor a forma como essa marca tão conhecida por todos nós chegou a todas as partes do mundo, a partir da apropriação de ideias e conceitos. Apesar disso, o filme é muito elaborado e recomendamos a todos.

 

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Séries e Filmes do mês #julho

Aqui mostramos as séries e os filmes que acompanhamos no mês de julho!

Anne With an E – 1ª Temporada

Não sabemos descrever o quanto amamos essa série desde o primeiro segundo. Ela tem uma mistura de elementos que despertam um pouquinho de tristeza e bastante alegria. A abertura, a fotografia e os cenários são incríveis, alguns dos melhores que já vimos e séries.

A produção Canadense é baseada no livro “Anne of Green Gables”, o qual nós já havíamos visto e nos apaixonado pela capa, mas ainda não sabíamos do que se tratava.

A séries conta a história de Anne (Amybeth McNulty), uma menina de 13 anos, ruiva, com sardas e que gosta de deixar bem claro que há um E no final de seu nome. Anne teve um passado difícil, se tornou órfã muito cedo e precisou viver em um orfanato e na casa de pessoas que a “adotavam” para que ela trabalhasse para conseguir sobreviver, mas ela acaba precisando voltar ao orfanato  e é adotada por engano por Matthew Cuthbert (R. H. Thomson) que precisava de um menino que o ajudasse nas atividades da fazenda, na qual vive com a irmã, Marilla Cuthbert (Geraldine James).

Matthew acaba se encantando por Anne e a leva para casa, para que a irmã a conheça, o que não deu muito certo no começo, mas a garotinha faz de tudo para demonstrar que é capaz de fazer as mesmas atividades que um menino. Sim, ela é uma menina de 13 anos já toda empoderada. E um laço de amor acaba se formando entre eles.

Anne tem diversos desafios em sua jornada e é muito difícil ter que provar que mesmo sendo uma órfã, feia (segundo a sociedade da época) e sem muitos recursos, ela se preocupa com o próximo e, mesmo quando acaba aprontando, está tentando algo para tentar agradar aos outros.

Conseguimos acompanhar as mudanças da personagem e também o seu amadurecimento, na personalidade, nas atitudes e na vida. Ela desenvolve uma amizade linda e verdadeira com Diana Barry (Dalila Bela), com a qual até faz um pacto e é lindo de ver o quando essa união dá forças pra Anne.

Com certeza o que mais gostamos foi a personalidade de Anne. Forte e sonhadora, a menina nos encantou com seu jeitinho, seu amor pelos livros e sua forte imaginação. A atriz merece um grande destaque, porque se expressa muito bem e nos emociona com seu papel.

Não tem como não nos identificar com algumas coisas! A Anne se identifica de cara, já pelo nome, exatamente igual ao dela e também, porque é meio ruivinha e tem sardinhas. A Eve, com a mente sem limites, imaginação fértil e com a coisa de criar um mundo único para se sentir livre dos problemas e das coisas chatas da vida, pois era assim quando criança.

Nem precisamos dizer o quanto recomendamos, né? São 7 capítulos lindos do início ao fim, disponíveis na Netflix.

Pretty Little Liars – 7ª Temporada – Final

Uma das séries de maior sucesso nos Estados Unidos e no Mundo e a que teve um dos maiores suspenses, tipo novela da Globo, chegou a sua sétima e última temporada e acompanhamos os últimos episódios dessa história de Aria (Lucy Hale), Hanna (Ashley Benson), Spencer (Troian Bellisario), Emily (Shay Mitchell) e Alison (Sasha Pieterse).

Já mostramos a série por aqui e acho que a maioria das pessoas conhece, principalmente as mais novinhas, porque sim, a série é Teen, mas gosto e assumo.

Vou até repetir o que escrevi em setembro do ano passado:  A série, baseada nos livros de Sara Shepard, é muito famosa e talvez dispense apresentações, mas basicamente conta a história de 5 amigas da cidade de Rosewood que eram super unidas e foram manipuladas por Alison, a mais popular da turma, a agir de forma um tanto quanto cruel. Alison some em um determinado encontro das amigas e é dada como morta por muitos anos, mas um assassino chamado “A”, que as meninas associam a ao nome de Alison, começa a cometer vários crimes pela cidade e a perseguir Aria, Hanna, Emily e Spencer, as 4 amigas que permaneceram vivas e guardam inúmeros segredos e mentiras. No decorrer das temporadas, descobrimos que Alison está viva e sofreu bastante durante o tempo em que esteve longe. “A” também é revelado e a vida das amigas passam por muitas transformações e temos um novo inimigo, AD.

Após as meninas voltarem a Rosewood, já mais velhas, elas passam por coisas que são decisivas em suas vidas. Spencer descobre que é filha de Mary Drake e, consequentemente, irmã de Charlotte e isso mexe muito com ela. Aria e Ezra estão organizando o seu casamento e a liar fica com os nervos a flor da pele, preocupada com acontecimentos do passado que podem atrapalhar esse momento especial e acaba tomando atitudes assustadoras e até se juntando ao inimigo por um tempo. Alison, que está grávida, descobre que o filho é, na verdade de Emily, que teve seus óvulos usados para a inseminação, por AD. Apesar de estar se acertando com Paige, Emily decide apoiar Alison e as duas acabam firmando uma relação e têm as filhas juntas, sim, são gêmeas, Lily e Grace. Hanna está em uma relação estável com Caleb e parece ser a que mais se compromete em proteger o grupo de amigas.

Em meio a tudo isso, AD começa um jogo com as meninas, em um tabuleiro que tem consequências na vida real, onde cada uma delas tem sua vez de jogar e devem montar as peças do quebra cabeças. Prestes a irem para a cadeia pelo assassinato de Rollins, Spencer parece retomar aos poucos a sua relação com sua verdadeira mãe, Mary e se reaproxima de Toby, que voltou. Hanna e Caleb se casam. Emily e Alison decidem ter as filhas juntas, sim, são gêmeas, Lily e Grace. E Aria revela seus segredos. Porém, Mary assume a culpa pela morte de Rollins e livras as meninas da prisão, mas o jogo continua. O casamento de Aria e Ezra não sai como o esperado e, com a ajuda de Mona, as liars descobrem finalmente a pessoa responsável por todas as torturas e coisas ruins que vinham acontecendo em suas vidas.

Não vamos revelar aqui, apesar de estar em toda a internet, quem é AD, mas não chega a ser chocante se você já conhece um pouquinho do universo de Pretty Little Liars.

O casamento finalmente acontece e as 5 amigas terminam a série em uma despedida, com Hanna revelando que está grávida. Também surge um novo grupo de meninas que deixam a entender que são a nova geração de liars, o que não achamos muito necessário.

Foram muitos parágrafos, mas quando  uma série chega ao final, é difícil poupar palavras.

Orange is The New Black – 5ª Temporada

Uma das séries mais queridinhas da Netflix chegou à sua 5ª temporada, com mais maturidade e até um pouquinho de enrolação, na nossa opinião, mas ainda assim, muito bem estruturada e com muitas mensagens importantes.

Após a morte de uma das detentas mais queridas, as mulheres da penitenciária de Litchfield travam uma forte rebelião em busca de direitos humanos da responsabilidade e punição pela morte da amiga. Os 13 episódios que compõem essa temporada mostram os 3 dias dessa rebelião, onde as negociações são feitas principalmente por Taystee (Danielle Brooks), inclusive, todo o núcleo afro-americano passa a ganhar mais destaque nessa temporada e a protagonista Piper Chapman (Taylor Schilling), aparece bastante apagada, apesar de ainda um pouco perturbada. Seu relacionamento com Alex Vause (Laura Prepon) parece que chega a um ponto ideal, na medida do possível, e as duas estão se dando muito bem.

Durante a rebelião, alguns guardas são mantidos reféns e também Caputo (Nick Sandow) e um assessor de imprensa do complexo e todo acabam experimentando um pouco do que é a vida dentro da prisão e também são usados para as negociações. A famosa Judy King (Blair Brown), que estava prestes a encontrar a liberdade quando a rebelião se iniciou, também entra como moeda de troca para as negociações, mas acaba sendo liberta. Red (Kate Mulgrew) está obcecada com o passado de Piscatella (Brad William Henke) e o guarda acaba se tornando o grande vilão da temporada.

Cada personagem age de uma forma diferente diante da rebelião, algumas estão em busca de vingança do sistema, outras querem a sua liberdade e outras estão só ali, vivendo a sua maneira mesmo em meio ao caos, como por exemplo Flaca (Jackie Cruz) e Maritza (Diane Guerrero), que viram YouTubers e Leanne (Emma Myles) e Angie (Julie Lake), que só querem ser mais loucas do que nunca. Frieda (Dale Soules) também aparece como destaque e conhecemos suas origens, sua força e também o seu esconderijo secreto, que ajuda outras detentas no momento da confusão.

O final da temporada e da rebelião é triste, pois, como era previsto, as detentas não conseguem alcançar os objetivos que buscavam e são transferidas e separadas.

Percebemos que a a série, apesar de ainda ser maravilhosa, tomou um rumo um pouco mais raso, e muito episódios poderiam ter sido menores ou compilados, mas também, depois de uma 4ª temporada arrebatadora como foi a última, seria muito difícil conseguir manter o padrão.

Glow – 1ª Temporada

Glow, a nova produção da Netflix, trás uma história muito legal e engraçada, que se passa nos anos 80 em Los Angeles. A série conta sobre Ruth Wilder (Alison Brie), uma atriz que quer ter um grande papel nas telas da TV,  mas nessa época as mulheres eram pouco valorizadas e, na maioria das vezes os papeis eram para atuar como secretária, garçonete ou algo do tipo.

Ruth participa de um teste para atuar na série Gorgeous Ladies of Wrestling, ou melhor Glow, do diretor Sam Sylvia (Marc Maron), que nada mais é do que aquela famosa luta livre com golpes ensaiados que fez muito sucesso nos anos 80. Apesar de conseguir o papel, Ruth acaba sendo removida do elenco, porém ela não desiste do papel e ensaia alguns golpes para mostrar ao diretor e reconquistar seu lugar.

No dia em que ela resolve tentar reconquistar seu lugar em Glow, por azar ou sorte, sua melhor amiga Debbie (Betty Gillpin) descobre que Ruth transou com seu marido e vai até  o local dos ensaios tirar satisfação com ela. Elas acabam brigando de verdade, o que deixa Sam empolgado em utilizar as duas em sua série, então ele consegue convencer Dabbie e Ruth a serem, respectivamente, Heroína e Vilã de Glow.

A série é feita pelos mesmos produtores de Orange is the New Black e tem até um pouco do mesmo estilo, mas definitivamente Glow se apresentou uma obra prima. A fotografia é bem característica dos anos 80, assim como os figurinos e trilha sonora, a trama é muito bem pensada e bem elaborada, deixando cada episódio mais empolgante que o outro.

Gente não resistimos a essa versão de Glow com a Gretchen vs Cadillac, então vamos deixar o trailer original e essa versão muito engraçada que a própria Netflix fez com nossas “musas” do Brasil!

Okja

Um filme do cineasta sul-coreano Bong Joon-ho, produzido pela Netflix, trás uma fábula satírica sobre a super produção de carne no mundo. Na história eles utilizam um “super porco” fictício, um animal bem grande e que tem um olhar meigo, tipo o de um cachorrinho, mas essa nova espécie de animal foi criada apenas para ser a carne mais saborosa que o mundo já viu.

Lucy Mirando (Tilda Swinton), CEO da Mirando Corporation, lança ao mundo com orgulho seu mais novo produto, o “super porco”, que em 10 anos estará pronto para ser comprado e consumido. Ela lança um concurso em que o pequeno produtor que conseguir o melhor resultado na criação do “super porco”, receberá um prêmio e seu animal será mostrado ao mundo em um desfile.

Depois de 10 anos, quem conseguiu o melhor resultado foi de Okja, a porca de Mija (Ahn Seo-hyun), uma filha de fazendeiro que a criou como um membro da família, dando amor, carinho e atenção. O pessoal da Mirando Corporation tenta levar Okja para a empresa e Mija começa uma grande corrida para impedi-los, no meio do caminho aparece um grupo de defensores dos animais que ajudam Mija, porém o plano deles é utilizar Okja para registrar todos os abusos com animais que essa grande corporação faz.

O plano deles dá certo, conseguem mostrar durante o festival do “super porco” todas as cenas de abuso e maus tratos para toda a população, mas na hora de tentar resgatar Okja e devolver para Mija, o plano dá errado e ela é levada para a fábrica, onde todos os porcos estão sendo abatidos. Mija consegue impedir que Okja seja abatida e leva-la de volta para casa junto com um bebezinho “super porco”, porém todos os outros não tiveram esse final feliz.

Foi muito difícil de assistir esse filme, mesmo eles utilizando de um animal fictício, Okja representa todos os animais, toda essa criação em massa e super produção de carne. Não consegui comer carne por uns 3 dias depois que vi o filme e agora estou mudando minha alimentação.

Todo mundo sabe que essa crítica que o filme trás é real, mas estamos sempre ignorando essa questão da carne, eu ignorei por muitos anos, até que nesse filme me deu um “estralo” e decidi mudar, por essa questão de produção em massa, não por achar que é mais saudável ou não. O legal é que nesse formato que foi feito o filme, eles conseguem atingir todas as pessoas, homem, mulher, idoso e criança, assim a mensagem é entregue a todos e fica critério de cada um se que achar que é apenas um filme ou algo mais.

Só um aviso importante, se você não aguenta ver um animalzinho sofrer, acho que esse filme é um pouco pesado, não tem nada explicito, mas só de deixar subentendido eu chorei bastante.

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Cinema: 5 filmes dos anos 90 pra você amar também

Amo os filmes da década de 80 e até fiz um post sobre isso aqui no blog outro dia, mas também amo muito os filmes dos anos 90, principalmente porque eu cresci assistindo a eles quando estavam no auge, então hoje eu trouxe uma listinha de 5 filmes da época, de gêneros bem diferentes um do outro, que estão na entre os meus favoritos.

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Muitos dos títulos eram e ainda são muito vistos na Sessão da Tarde e alguns já viraram clássicos. Vem acompanhar:

Edward Mãos de Tesoura – 1990

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O filme que me fez conhecer Tim Burton e Jonny Depp, veio a se tornar um dos meus filmes preferidos da vida. “Edward Mãos de Tesoura” estreou em 1990 e eu o conheci na Sessão da Tarde, anos depois. Toda a fotografia e o clima dark, típico do diretor, me encantaram, mas eu morri de medo do Edward, quando assisti ao filme pela primeira vez e depois fiquei besta quando descobri que ele era o Johnny Depp, ator que eu passei a amar na adolescência. Enfim… voltando ao filme, ele é tocante e cheio de sensibilidade, nos faz refletir sobre ser diferente.

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Em um dia de inverno, uma senhora começa a contar uma história para sua netinha sobre a origem da neve, a partir de algo que ela realmente viveu. Edward (Johnny Depp) é um jovem diferente que foi criado por um inventor (Vincent Price), que veio a falecer antes de terminar o seu projeto. O rapaz possui tesouras no lugar das mãos e com elas, esculpe os jardins da mansão onde vive. Peg (Dianne Wiest) era uma revendedora da Avon um pouco frustrada que percorre de porta em porta tentando fazer o seu negócio decolar quando, acidentalmente, conhece Edward. Ao perceber que o jovem viveu sozinho durante todo esse tempo, Peg resolver levá-lo para casa para viver um pouco com sua família, que acha a ideia um pouco estranha, mas vê algo especial no rapaz e o acolhe de bom grado. Ao conhecer Kim (Winona Rider), filha de Peg, Edward se apaixona por ela e, mais tarde, a garota também acaba apaixonada por ele.

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Logo Edward vira fofoca e se torna uma espécie de celebridade entre os vizinhos, realizando os mais diversos tipos de atividades com suas mãos de tesouras, como cortes de cabelos inusitados, jardinagem e até um assalto, a mando de Jim (Anthony Michael Hall), o namorado de Kim, que coloca Edward em uma situação péssima e ele se torna rejeitado por todos os moradores da cidade e então, resolve fugir de volta para a mansão. Jim resolve perseguir o rapaz com o objetivo de matá-lo, mas acaba morrendo e, para que Edward não seja levado pela polícia, Kim resolver forjar a sua morte e leva consigo as tesouras reservas, como prova de que ele morreu, com isso, o casal se despede e nunca mais volta a se ver, mas sempre que Edward esculpe uma estátua de gelo para Kim, neva na cidade.

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O filme é muito, muito lindo e eu, sempre que posso, tento apresentá-lo a outras pessoas, principalmente mais jovens, para que conheçam essa história cheia de significados e com uma mensagem tão importante sobre as diferenças.

O Silencio dos Inocentes – 1991

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Pra mim, esse filme é uma das maiores obras primas cinematográficas já existentes, ao lado de grandes clássicos como “Psicose”, “Taxi Driver” e “Laranja Mêcanica”, além de ter atuações brilhantes e nos apresentar o vilão mais foda que já existiu, Hannibal Lecter. Baseado no romance de mesmo nome, escrito por Thomas Harris, o filme deu origem a outros 3 e foi vencedor de grandes prêmios, com destaque para 5 estatuetas do Oscar.

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A história se inicia quando a jovem estudante e agente do FBI, Clarice Starling (Jodie Foster) tem a chance de  investigar assassinatos em série de mulheres,  cometidos por Buffalo Bill (Ted Levine) e,  para ter ajuda com pistas sobre uma mente psicótica e criar o perfil sociológico de Bill, ela conversa com um psicopata perigoso que está condenado a prisão perpétua por 9 assassinatos envolvendo canibalismo, que nada mais nada menos é o próprio Dr. Hannibal Lecter (Anthony Hopikins). Além de criminoso, Lecter é um antigo psiquiatra, extremamente inteligente e com um forte poder de manipulação e consegue criar uma estratégia de fuga, a partir da sua “ajuda” ao FBI. Enquanto isso, com as pistas de Hannibal, Clarice está cada vez mais próxima de capturar Buffalo Bill e descobre que ele está se tornando uma transsexual que usa a pele de suas vítimas para construir a sua feminilidade, e daí surge a mariposa, como personificação dessa transformação.

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As cenas que acontecem no porão da casa do assassino compõem algumas das mais tensas do cinema e o filme, em geral tem o poder de transmitir uma sensação de medo sem realmente usar elementos ou violência exagerados, os sons e a fotografia por si, já são capazes de criar todo o suspense necessário para o desenrolar da história. É um filme que eu gosto do início ao fim e recomendo pra todo mundo. Já as sequências, eu considero um pouco fracas, e assistir ao último longa, foi uma experiência frustrante. Ainda não li os livros, mas vi por aí que são maravilhosos!

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Anthony Hopkins está radiante nesse papel, acredito que não haveria outro ator para transformar Haniball em referência dos personagens do terror/suspense e foi com esse filme que ele se tornou um dos meus atores preferidos. Jodie Foster também está espetacular e dá um tom feminista ao filme.

Pulp Fiction – 1994

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Esse foi o primeiro filme do Tarantino que eu vi antes mesmo de saber quem era o Tarantino. Me encantei pelas cores e pelos personagens, que me lembravam personagens de desenhos, isso quando eu ainda era bem novinha. Depois eu assisti novamente e vi o quanto a produção era rica em detalhes, falas, atuações e trilha sonora.

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São narradas histórias separadas, que acabam se encontrando em um determinado ponto e 3 delas tem mais destaque e são as que dão sentido ao filme. Vincent (John Travolta) e Jules (Samuel L. Jackson) são dois assassinos profissionais que trabalham para um poderoso gângster Marcellus Wallace (Ving Rhames). Pumpkin (Tim Roth) e Honey Bunny (Amanda Plummer) são um casal que decide assaltar um restaurante durante seu café da manhã no local. Bunch Coolidge (Bruce Willis) é um pugilista frustrado que aceita uma boa quantia de Marcellus para perder sua próxima luta.

Mia (Uma Thurman) é a esposa de Marcellus e acaba conhecendo Vincent meio que sem querer e ele a chama pra sair. Os dois vão ao Jack Rabbit Slim’s, um restaurante com temática dos anos 50, e lá conversam e protagonizam a famosa cena da dancinha, ao som de “You Never Can Tell” de Chuck Berry e é essa a minha cena preferida do filme, mas também gosto de outras, como as que envolvem as falas de Jules citando passagens do livro de Ezequiel da Bíblia e a overdose de Mia, que tornou famosa a música “Girl You’ll be a Woman Soon, do Urge Overkill.

Os diálogos são maravilhosos e o roteiro é bem elaborado, com um dos personagens aparecendo como protagonista em momentos diferentes da história e, apesar de não ter estrutura linear, conseguimos acompanhar as narrativas isoladas associando ao filme como um todo. Eu realmente acho que é um filme muito difícil de descrever, então recomendo que assistam, tenho certeza que não vão se arrepender! Todos os atores são fantásticos e a trilha sonora é uma das melhores do cinema de todos os tempos.

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Jovens Bruxas – 1996

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Desde muito novinha eu sempre me identifiquei com o mundo e com a cultura da magia e sempre busquei pesquisar sobre o tema. Quando eu era adolescente, me deparei com Jovens Bruxas e amei de cara.

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A história começa de uma forma bem clichê, Sarah (Robin Tunney) é uma adolescente que se muda de São Francisco para Los Angeles e precisa também mudar de colégio, onde ela conhece e faz amizade com 3 meninas Nancy (Fairuza Balk), Bonnie (Neve Campbell) e Rochelle (Rachel True),  que lhe ensinam um pouco sobre bruxaria e ela decide se aprofundar no assunto, descobrindo que nasceu com a magia dentro de si, sendo uma espécie de bruxa natural. Juntas, as 4 garotas formam um Coven (grupo de bruxos e bruxas), invocando e representando os 4 elementos naturais. Elas se especializam cada vez mais e se tornam mais poderosas e a amizade corre bem, até que começam a se envolver com magia ruim e, através dela conquistam algumas coisas, que se revertem em coisas negativas com o passar do tempo. Ao ver que a situação estava saindo do controle, Sarah decide se afastar das amigas, causando um forte desequilíbrio no Coven e na vida de cada uma delas.

Apesar de trazer a bruxaria, inspirada na Wicca, como tema principal, o filme também aborda problemas que costumam ser recorrentes na vida dos adolescentes, através das personagens. Sarah passa pela mudança de cidade, de colégio, a perda dos pais e a auto-descoberta. Nancy é uma jovem problemática que enfrenta dificuldades em casa com a mãe e o padrasto. Bonnie sofreu fortes queimaduras no corpo, o que gerou complexos em sua personalidade e aceitação. Rochelle é vítima de preconceito racial todo o tempo pelos colegas de colégio.

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Eu gosto muito do filme e do tema principal e apesar de ter alguns pontos semelhantes com o que encontrei nas minhas pesquisas da época e com o que conheço da cultura pagã, o filme é uma ficção cheia de referências ao paganismo moderno e foi acompanhado de perto por Pat Devin, uma sacerdotiza real que ajudou o elenco os roteiristas a separar a verdade da ficção para que não fossem criadas coisas possíveis de se reproduzir fielmente. “Jovens Bruxas” foi um fenômeno entre os jovens dos anos 90 e influenciou até a moda, com o que hoje, conhecemos como “gótica suave” e eu confesso que fui fortemente influenciada pelas roupas da Nancy. Amo a trilha sonora e o filme era um dos que mais assistia com as amigas nas tardes da adolescência.

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10 Coisas que Eu Odeio em Você – 1999

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O filme é do finalzinho da década de 90 e é um dos queridinhos de todos os tempos desde então. Ele traz Heath Ledger como um dos personagens principais e foi um dos primeiros filmes do ator, ajudando a impulsionar sua carreira. Ledger interpreta o “bad boy” Patrick Verona, um cara que quase todos tem medo no colégio e dono das 10 coisas mais odiadas.

A história, totalmente baseada na peça “A Megera Domada”, de Shakespeare, não se concentra apenas em Patrick, além do rapaz, temos também Kat Stratford (Julia Stiles), uma jovem inteligente, cheia de atitude e antissocial, que não liga para a moda, o materialismo e a popularidade e também se acha livre das paixões da adolescência. Bianca Stratford (Larisa Oleynik), irmã mais nova de Kat, que é “toda mocinha” e sonha em ser popular, mas que só pode começar a sair e a namorar depois de sua irmã e Cameron James (Joseph Gordon-Levitt), um aluno novo no colégio que se apaixona por Bianca e tenta conquistá-la de várias formas.

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Tanto Patrick quanto Kat são contrários ao lance de paixão na adolescência, inclusive, os dois vivem se desentendendo, mas acabam se tornando amigos de uma forma inesperada e assim também, se dão conta de que estão apaixonados.

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As referências ao conto de Shakespeare são bastante presentes até nos nomes e na personalidade dos personagens. A história é bem clichê, uma comédia romântica feita pra agradar até mesmo às pessoas que, como eu, não gostam tanto do gênero. As duas partes que mais gosto são quando Kat lê um poema listando as 10 coisas que odeia em Patrick e quando o rapaz canta “Can’t Take My Eyes Of You” pra ela na arquibancada no colégio. As atuações são muito boas, Ledger é realmente apaixonante e acho Joseph Gordon-Levitt a coisa mais fofa nesse longa.

Gostaram da minha listinha de filmes dos anos 90? Este foi só o início, não quis trazer muitos títulos pra não ficar tão cansativo, mas me contem nos comentários se gostariam de uma segunda parte deste post, que eu vou adorar saber? Também me digam quais os filmes preferidos de vocês da década de 90.

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Séries e Filmes do mês #junho

Começamos este post com uma dose de tristeza pelo cancelamento de Sense8, uma das séries que mais gostamos! Ainda não acreditamos, a série não pode morrer assim, sem fim e ainda temos esperanças de que isso é uma jogada de mkt ou que alguém vai bancar uma última temporada que seja!

Desabafos a parte, vamos aos filmes e às séries que assistimos no mês de junho!

Bates Motel 

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A série de Anthony Cipriano, foi um prelúdio moderno do clássico filme e livro Psicose, de Alfred Hitchcock e chegou ao fim em abril, mas só assistimos recentemente e, exatamente no post de séries e filmes de junho do ano passado, falamos sobre ela.

Acompanhamos os últimos episódios que fizeram Norman Bates se tornar aquele rapaz que conhecemos no filme e também tivemos a super conhecida cena da morte no chuveiro, que aqui foi refeita de uma forma a lembrar o clássico e não simplesmente copiá-lo. Marion Crane, a famosa moça da cena icônica é vivida por Rihanna, que desempenha um bom papel, trazendo modernidade e um olhar diferente à personagem.

Norma não está mais fisicamente presente na vida do filho, mas não sai de seu lado, em seus pensamentos e atitudes. Acompanhamos de perto a transformação do filho em sua própria mãe e todos os distúrbios que envolvem esse processo. Os personagens secundários se tornam um pouco dispensáveis, mas ajudam a esticar a série até os seus últimos minutos.

Apesar de ter uma aceitação difícil desde o seu início, Bates Motel conseguiu ser uma série brilhante, sem copiar a sua referência como um todo, agindo mais como uma homenagem. As atuações principais de Vera Farmiga e Freddie Highmore são uma obra à parte e conseguiram ilustrar perfeitamente Norma e Norman Bates.

Crashing 

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Estava passeando pela Netflix vendo algumas recomendações e me apareceu Crashing, relacionada a Lovesick, uma série que já comentamos por aqui também. Enfim, peguei o primeiro episódio pra assistir e quando eu vi, terminei a primeira temporada em um dia. Ela é britânica, do Channel4 e traz aquele tom de humor britânico que muitas pessoas acham difícil de entender ou não gostam mesmo. Crashing sofre de um mesmo problema que Lovesick, é uma série que tem uma ideia geral bacana, mas que poderia oferecer muito mais, ainda assim acho legal pra assistir naqueles momento descontraídos ou quando não queremos esquentar a cabeça com um conteúdo muito pesado.

A série se passa em um hospital abandonado onde várias pessoas moram juntas e pagam um valor super baixo de aluguel por meio de um “guardião” que assina o contrato, mas ainda assim vivem a beira do despejo. De início acompanhamos um grupo principal de jovens divertidos, entre os quais estão Kate (Louise Ford) e Anthony (Damien Molony), um casal que está juntando dinheiro pra casar, Sam (Jonathan Bailey ), um rapaz que vive o luto pelo falecimento do pai e alguns dramas sobre sua vida sexual, Melody (Julie Dray), uma artista em busca de inspiração e Fred (Amit Shah), um jovem indiano que está se encontrando. Posteriormente aparecem Colin (Adrian Scarborough), um colega de trabalho de Kate e Lulu (Phoebe Waller-Bridge, que também é criadora da série), melhor amiga de Anthony desde a infância.

Lulu sai para visitar Anthony em busca de novas experiências e acaba fazendo parte dos moradores do hospital e então, seus sentimentos entre amizade e algo a mais entram em cena. Os dois vivem flertando e Kate começa a ter reações sobre a amizade especial dos dois. Lulu é meio doida, largada e cheia de atitude, enquanto Kate é brincalhona, porém mais reservada e praticamente a mãe do grupo e Anthony se ve meio balançando entre as duas e a trama se concentra bastante aí, com algumas boas cenas dos coadjuvantes.

A série só tem uma temporada de 6 episódios e cada um tem em torno de 20 minutos, facinho de terminar.

Las Chicas Del Cable

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A série é a primeira produção espanhola original Netflix e aborda a luta feminina no finalzinho da década de 20. A trama é bem fácil de acompanhar e, às vezes até lembra uma novela de época, bem mais elaborada. A trilha sonora é muito gostosa e a música de abertura, Salt, da B. Miles é apaixonante.

A história se passa em Madri, quando algumas mulheres vem de diferentes lugares do país para trabalhar em uma grande companhia telefônica, cada uma com objetivos diferentes, mas todas em busca de sua liberdade na sociedade como mulheres.

Alba (Blanca Suárez) é uma moça enigmática que sempre tenta ajudar outras mulheres, ela guarda um passado difícil e cheio de segredos e para conseguir trabalhar, precisa assumir um outro nome e se torna Lidia. Ela se envolve com a polícia e reencontra um grande amor da adolescência, que mudou sua vida, mas ela precisa esconder isso e toma ações que, muitas vez, são tidas como suspeitas pelas amigas. Marg (Nadia de Santiago) a é uma moça simples e tímida, vinda do interior e cheia de sonhos amorosos, que sempre tem uma palavra ou atitude pra ajudar as outras meninas. Carlota (Ana Fernández Garcia) é minha personagem preferida, dona de uma personalidade forte, a moça não tem medo de buscar sua independência, mesmo vivendo com ajuda financeira dos pais, ela começa a se auto-descobrir e se vê em um triângulo amoroso entre seu namorado e outra mulher, pela qual se apaixona. Angéles (Maggie Civantos) é uma ótima mãe e esposa, dedicada ao seu trabalho, mas é traída pelo marido violento. Sara (Ana Polvorosa) é uma mulher decidida, centrada em seu trabalho, mas também é ativista e livre. Em certo momento essas mulheres fortes se tornam amigas, sempre uma fortalecendo a outra e a profissão de telefonista é o que as une de início.

Os homens são personagens super secundários na trama, mas fundamentais, pois sempre aparecem como obstáculos na vida dessas moças, sempre impondo o machismo de forma prepotente e autoritária. Nessa série percebemos ainda mais o quanto as mulheres sofriam. Chega a subir um ódio em muitas cenas.

A narração é envolvente e te faz assistir aos 8 episódios da primeira temporada com muito interesse. Acho até que dá pra maratonar, mas eu levei alguns dias pra ver tudo. Cada capítulo tem em torno de 50 minutos. Recomendo muito que assistam, acho que é uma série bastante necessária.

Corra! (Get Out)

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Fazia tempo que não tinha um suspense assim nos cinemas, sem espirito ou assombração, apenas psicopatas. O filme “Corra!” é um suspense escrito e dirigido pelo comediante Jordan Peele que consegue trazer um formato de terror com uma pitada de comédia.

Tudo se passa em um fim de semana em que Chris (Daniel Kaluuya) é convidado por sua namorada, Rose (Allison Williams), a visitar seus pais e passar o fim de semana com eles. Chris não gosta muita da ideia, pois ele é negro e a família de sua namorada é branca, então acha que os pais dela podem não gostar muito dele.

Ao contrário do que imaginava, os pais de Rose o recebem muito bem e são super simpáticos com ele, porém ele nota algo estranho no ar, principalmente na mãe de Rose e nos dois empregados negros da casa. Na primeira noite de Chris na casa algo esquisito acontece, ele acredita que foi hipnotizado, mas não consegue ter certeza se aconteceu de verdade ou se foi um sonho.

Aos poucos Chris descobre que toda a família de sua namorada, inclusive a própria Rose, são psicopatas que hipnotizam negros e vendem em um leilão para lunáticos que desejam seus corpos para uma espécie de transplante de cérebro.

O suspense é bem envolvente e desperta uma grande curiosidade para entender tudo o que está acontecendo.  O comediante LilRel Howery que interpreta o amigo de Chris dá todo ar cômico a trama deixando o suspense um pouco mais leve e divertido.

Da Magia à Sedução (Practical Magic)

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Um dia eu estava zapiando os canais da TV e me deparei com esse filme, que posso dizer ser um dos nossos favoritos dos anos 90, então não resisti e assisti novamente esse romance maravilhoso! “Da Magia à Sedução” é uma comédia romântica de 1998, foi dirigido por Griffin Dunne e conta com esse elenco maravilhoso, Sandra Bullock, Nicole Kidman, Stockard Channing, Dianne Wiest, Aidan Quinn e Goran Visnjic.

A história gira em torno da família de bruxas Owens, que no passado uma jovem bruxa lançou um feitiço sobre si mesma após uma decepção amorosa, fazendo com que o feitiço se tornasse uma maldição para todos seus descendentes, causando a morte da pessoa amada. Gillian e Sally são descendentes da família Owens e vivem com suas tias bruxas, um dia Sally (Sandra Bullock) lança um feitiço de amor verdadeiro para se proteger da maldição enquanto Gillian (Nicole Kidman) decide se apaixonar e viver intensamente cada paixão que aparecer em sua vida.

Sally um dia acaba se apaixonando e construindo uma família, que anos depois acaba sofrendo a maldição e seu marido morre atropelado. Gillian se envolve com um cara barra pesada e pede ajuda de Sally para se livrar dele, mas as duas acabam cometendo um assassinato e tentam usar a magia para concertar.

As duas ficam em perigo por causa dessa magia, mas logo aparece um policial para ajuda-las e Sally percebe que o policial na verdade é seu feitiço de amor que foi feito quando criança e agora apareceu em sua vida para quebrar a maldição.

O filme é cheio de romance e magia, com uma trilha sonora super gostosa composta por Alan Silvestri. Foi super nostálgico rever esse filme, o figurino anos 90, as músicas e essas duas atrizes que sempre gostei muito! Vale super a pena ver ou rever “Da Magia à Sedução”.

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Séries e Filmes do mês #maio

Aqui mostramos as séries que assistimos em maio. Estamos fracas de filmes esses tempos, precisamos ir mais ao cinema rsrsrs.

Girlboss

séries girlboss

A série, original Netflix, que gerou um super burburinho é derivada do livro de mesmo nome e fez alguns amarem e muitos odiarem. Ela conta a história da criadora da Nasty Gal, Sophia Amouruso e como a menina que vivia trocando de emprego para conseguir se manter, se tornou uma super empreendedora do mundo da moda em apenas 6 anos e construiu um enorme império online.

Tudo começou quando Sophia (Britt Robertson) é demitida pela última vez na vida e tem a ideia de garimpar roupas em brechós antigos, dar uma customizada e vender em sua lojinha no eBay e já a primeira peça, uma jaqueta vintage, foi comprada por um precinho super em conta e vendida por muitas vezes mais. Depois do primeiro insight, a garota cria uma ambição para que seu negócio e ainda mais paixão pela moda, porém Sophia é  bastante impulsiva, egoísta e inconsequente e faz o que acha que deve ser feito para chegar aonde quer.

Seus relacionamentos, namoro e amizades, são abalados pela forma como ela age com as pessoas, muitas vezes as desmerecendo e isso torna a personagem irritante na maior parte da série, porém, é também inspiradora e mostra todo um lado #girlpower cheio de atitude e personalidade.  Aos poucos ela vai se dando conta de que está agindo de forma escrota com as pessoas que estão ao seu redor buscando apenas ajudar, principalmente sua melhor amiga, Annie (Ellie Reed) e busca se redimir.

A série é bastante equilibrada, tem seus pontos negativos, e a protagonista é um deles, mesmo com a atriz fazendo uma ótima interpretação, mas a produção é ótima, os figurinos são incríveis, a trilha sonora é uma volta aos anos 2000, a locação (São Francisco) é a coisa mais linda e gente, tem RuPaul Charles fazendo umas pontinhas maravilhosas! Não li o livro pra comparar, mas acredito que ele seja mais interessante, apensar disso eu  até recomendo a série, mas não comesse assistir esperando se apaixonar loucamete. Os episódios são bem curtinhos, então dá pra maratonar em um dia brincando!

Dear White People

séries dwp

Essa série é ótima que gerou bastante polêmica antes de sua estreia! Ela é baseada em um filme homônimo de 2014, que eu não assisti, e é original Netflix. Ela aborda o racismo de uma forma única e muito real com alguns pontos de comédia e críticas fortes. Uma curiosidade é que o 5º episódio, e mais intenso, foi dirigido por Barry Jenkins, vencedor do Oscar deste ano, com Moonlight como melhor filme.

As coisas acontecem na Universidade de Winchester, formada por uma maioria de estudantes brancos e alguns grupos de estudantes negros que se unem contra os atos racistas. Samantha White (Logan Browning) é a protagonista da história, ela é uma estudante negra e ativista e locutora da rádio universitária e decide criar um programa intitulado “Cara gente branca”, para criticar a forma como o racismo é tratada e mostrar as coisas de um outro ângulo. Além de Sam, a série conta com mais 4 personagens principais que fazem parte de um mesmo grupo, mas tem personalidades completamente diferentes, Lionel (DeRon Horton) faz parte da equipe jornalística da universidade e está descobrindo sua sexualidade, Coco Conners (Antoine Robertson), que buscou mecanismos para se livrar do racismo e, muitas vezes, ignorá-lo, Troy Fairbanks (Brandon P Bell), filho do reitor e precisa esconder quem realmente é, para acatar aos mandamentos do pai e Reggie Green (Marque Richardson), apaixonado pela Sam e um super gênio da programação, além de poeta, mas é visto como uma pessoa potencialmente violenta apenas pela cor de sua pele.

A série não economiza nas sátiras à outras séries como Scandal e Game of Thrones e também faz referências a filmes como Django Livre, de Tarantino e Faça a coisa certa, de Spike Lee. A produção também mostra muitas dificuldades que os negros sofrem por puro racismo e o quanto é difícil para se “encaixarem” em algum grupo que não seja de negros. Tudo parece ser intensificado por conta da cor da pele, a homosexualidade, a violência, o instinto de defesa e a série mostra isso com exemplos bem posicionados. Até mesmo os relacionamentos parecem mais difíceis, principalmente se for de uma pessoa de pele negra com uma de pele branca, caso de Sam e Gabe, seu namorado. Achei muito bacana que mostram que o racismo também existe em relação a outras etnias, por exemplo, orientais e que, sim, os brancos, em sua maioria, acreditam que palavras não importam e não ofendem.

O conteúdo inteiro da série é muito interessante e tem muito o que ser dito, eu ficaria horas escrevendo aqui e não conseguiria dizer tudo o que ela transmite, então recomendo que assistam com o coração aberto. Os episódios são curtinhos, com cerca de 25m cada, então também dá pra maratonar fácil.

Sense8 

séries sense8 2

Depois do que pareceram mil anos, finalmente estreou em maio a segunda temporada completa de Sense8 e está muito boa, porém eu me perdi um pouco e alguns pontos, tenho que confessar, mas acho que foi pela distância de uma temporada a outra. A série dos Irmãos Wachoswski e de J. Michael Straczynski não foi feita pra agradar a todos e traz uma diversidade de temas misturados de uma forma que se encaixam perfeitamente. Mais uma vez, não é uma série que dá pra abordar em poucos parágrafos com precisão, então… assistam!

A segunda temporada começa logo após o especial de Natal e mostra os sensates ainda mais fortes e conectados em uma espécie de esfera global, onde às vezes eles todos parecem se tornar um só com as habilidade dos 8. Eles estão unidos independente do acontecimento, mas sim pelos sentimentos também e se unem desde momentos de alegria pela, como a parada gay em SP, até decisões importantes, como matar o próprio irmão.

Nesta temporada também vemos problemas e conflitos pessoais em uma proporção maior, como a relação de Nomi com a família, o casamento de Kala, a carreira de Lito, vida política na qual Capheus está se inserindo e toda a vida de Sun, que é a personagem mais completa, na minha opinião. Sussurros agora mostra suas fraquezas e intensifica sua busca pelo grupo, não se concentrando somente em Will e outros grupos de sensates aparecem, principalmente para Wolfgang e Riley.

A aparição desses outros sensates traz também informações do passado que se tornam cruciais para a luta contra Sussurros e geram muitos questionamentos no grupo todo, principalmente em relação à Jonas e Angélica e também ao seu primeiro grupo de sensates. Inclusive, esse núcleo me despertou muita raiva e me deixou mais confusa do que nunca. Jonasestava sofrendo nas mãos da equipe dos Sussuros e, de repente, resolve se tornar um traíra, ou ele sempre foi apenas um cara falso que se fazia de duas caras para ajudar a capturar o grupo? Enfim… essa temporada está ainda mais recheada de dúvidas e é necessário prestar muita atenção e lembrar de detalhes fundamentais para entender um pouco mais.

Espero que a terceira temporada não demore tanto e que a série não se perca em sua própria história para que possamos ter uma conclusão bacana.

Better Call Saul

series e filmes better call saul

Uma série original da Netflix que está agora na terceira temporada, mas como até então eu só tinha visto a primeira, resolvi ver tudo de uma vez, emendei a segunda temporada na terceira e agora estou acompanhando os novos episódios.

A série é bem gostosa de assistir pois tem um formato bem contínuo, tanto que nem percebi quando comecei  a terceira temporada, agora as coisas estão começando a se desenvolver melhor e caminhando para o personagem Saul Goodman que conhecemos na série Breaking Bad. Outro personagem que vem se destacando e se transformando no que conhecemos da outra série é o Mike, que começa a se envolver cada vez mais com negócios para traficantes de drogas e acaba conhecendo outro personagem de destaque em BB, Gus Fring dono do Los Pollos Hermanos.

Jimmy tenta seguir o cominho certo e ser um advogado correto, sem dar seus jeitinhos de sempre, mas isso não é para ele, toda vez que tenta fazer o certo ele acaba se dando mal e quando sua amiga/namorada Kim decide atuar por conta própria ele também decide ser o que é de verdade, então os dois começam uma sociedade, abrem um escritório de advocacia, porem seguem separados, dessa forma cada um atua do seu jeito.

Jimmy e Mike continuam trocando alguns favores e aproximando a relação dos dois com o mercado do crime e dos grandes carteis. A trama está ficando cada vez mais envolvente e confesso que está dando muita vontade de rever a série Breaking Bad que consideramos uma das melhores que já vimos!

Sherlock

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Uma versão de Sherlock Holmes bem moderna com uma mistura dos personagem Dexter e Will Graham da série Hannibal na minha opinião, pois a habilidade de Sherlock em deduzir as coisas de forma tão precisa e fria lembra um pouco desses personagens. A série mantem os personagens principais da tão famosa história que possui algumas versões em filmes, o Sherlock Holmes  (Benedict Cumberbatch) e Doutor John Watson (Martin Freeman), sendo que agora tudo se passada nos dias atuais em Londres.

Os episódios são bem longos e cada um tem aborda um vilão ou crime diferente, o legal dá série é que alem de ter um pouco de suspense pois os personagens estão sempre desvendando alguma coisa, tem bastante comédia no meio, com algumas piadas engraçadas o que quebra a tensão dos episódios deixando a série mais leve do que as que eu citei acima, Dexter e Hannibal, que são bastante semelhantes, mas possuem um lado de terror.

Nos episódios da série, mesmo os crimes sendo diferentes exite uma ligação em todos os acontecimentos, um arqui inimigo de Sherlock que a principio não conseguimos identificar qual o jogo dele, pois ele nunca tenta atingir de forma certeira Holmes, mas atua de forma que envolva ele em todos os casos para desvendar e salvar pessoas.

Quem curte um bom mistério essa série é ideal, pois é envolvente e cheia de crimes para serem resolvidos com muito suspense e uma pitada de comédia.

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