Exposição: Toulouse-Lautrec em Vermelho

Nos primeiros anos da faculdade (praticamente revelando aqui a minha idade) de Publicidade e Propaganda, me apaixonei por História da Arte e até hoje acho que foi a minha matéria preferida de todo o curso, porque é realmente algo lindo e cheio de possibilidades e interpretações. Pensei até em fazer um curso específico ou mesmo uma pós na área. Acabei partindo pra outra coisa, mas sempre fui interessada no assunto, buscando conhecer artistas e movimentos que ainda não conhecia e a saber mais sobre os que já conhecia.

Toulouse-Lautrec

Até hoje tenho o livro “História da Arte”, bibliografia obrigatória da faculdade, que se tornou meu guia de consultas sobre o tema e ainda me rende horas de admiração e foi justamente nesse livro que conheci a obra de Toulouse-Lautrec, um artista francês, pós-impressionista que retratou toda a vida boêmia de Paris na virada do século 19. O que mais me chamou a atenção na obra de Lautrec foi a forma como ele mostrava a vida das pessoas em seu cotidiano e a obra que realmente me despertou o interesse foi seu famoso quadro/poster de Moulin Rouge.

Depois, nas aulas, descobri que Lautrec era também litógrafo e ajudou a comercializar a arte, revolucionando também o design gráfico dos anúncios publicitários da época, por esse motivo, ele foi contratado por diversas pessoas e estabelecimentos para criar cartazes e pôsteres de divulgação e são vários deles que encontramos em seu legado.

Toulouse-Lautrec Em Vermelho

No finalzinho de junho, quando vi que chegaria ao MASP uma exposição super completa sobre sua obra, “Toulouse-Lautrec Em Vermelho”, eu logo incluí na minha agenda. Então, em uma manhã de terça-feira super fria aqui em SP, me encontrei com a minha amiga Karina e fomos ver a exposição.

Foi bastante encantador poder ver ali as obras de um artista que eu admirava há tempos. Pude ver quadros e cartazes como Moulin Rouge, La Goulue; Ambassadeurs Aristide Bruant e Diva Japonais. No total, 75 itens compõem a exposição, entre pôsteres, pinturas e documentos, alguns são parte do acervo do próprio MASP e outros foram cedidos especialmente para a exposição, que se divide em 5 núcleos. O primeiro, retrata casas fechadas, onde vemos a delicadeza de pinturas femininas; o segundo, traz outras representações de mulheres, em suas atividades corriqueiras; o terceiro apresenta pinturas masculinas e o poder que os homens representavam na época; o quarto e quinto núcleos, mostram a vida noturna dos cabarés, bares e casas noturnas que tomavam conta de Paris.

Consegui notar que o artista exprimia em suas obras muito da vida noturna dos locais por onde passava em suas pinturas, por isso, os núcleos que mais gostei foram os últimos. Também observei que sempre havia um toque de intimidade e demonstração de emoção e sentimentos, muitas vezes tristes, aos meus olhos. Sua técnica de pintura é cheia de pinceladas e traços que promovem uma textura muito particular.

Apesar de ser uma exposição curta, ela é muito rica em detalhes e traz legendas muito interessantes em cada uma das obras, então merece ser visitada com muita calma e atenção.

Recomendo pra todo mundo que gosta do artista e de História da Arte em geral e a vista às terças feiras é gratuita!

Toulouse-Lautrec Em Vermelho
MASP – Museu de Arte de São Paulo
Avenida Paulista, 1578

Em cartaz até 1 de outubro
De segunda a quarta e de sexta a domingo, das 10h às 18h e às quintas, das 10h às 20h
Valor: R$30,00 – grátis às terça

 

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